As escolas de samba têm muito a dizer sobre como criar uma gestão que incentiva o entusiasmo e a ter comprometimento com o que se faz.
Gestão do aprendizado: treinamento intensivo
Os veteranos ensinam os novatos. A gestão do aprendizado é enorme, pois existe a consciência de que fazer bem é fundamental para o sucesso. Na Mocidade Alegre, o treinamento tem duas fases: técnica e engajamento. Na primeira, os membros decoram o samba-enredo e treinam a coreografia. Na segunda, a liderança faz com que a comunidade se apaixone pelo tema.
“Temos de sensibilizar todos para a escola se sair bem”, diz o carnavalesco Sidney França.
Valorização dos mais experientes
Mesmo com o risco de perder minutos preciosos do desfile, as escolas fazem questão de manter a velha guarda. “É uma maneira de homenagear quem se dedicou por tanto tempo”, diz Alfredo Behrens, da FIA.
A velha guarda serve para que os mais jovens percebam que serão prestigiados se dedicarem anos à escola. Os experientes também têm o papel de inspirar os jovens, pois têm histórias de muitos carnavais para contar.
Líderes empenhados
Para conseguir o respeito e a admiração da comunidade, os dirigentes colocam a mão na massa. Em desfiles, é possível ver diretores empurrando carros alegóricos com defeito. No Carnaval deste ano, líderes da Mocidade Alegre alinharam fleiras com outros participantes da escola para fazer escoar a água que alagava a quadra da escola.
Fonte: Exame.com


